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domingo, 19 de julho de 2015

Fala moçada!

Temos mais uma experiência pra contar!




Em um domingo desses fomos distribuir café da manhã para moradores de rua aqui de nossa cidade.Nos reunimos, preparamos os lanches e estávamos em dúvida, café ou suco?Então, venceu a empatia, todas preferimos tomar um cafezinho quentinho de manhã.Definido o menu, saímos buscando as pessoas.
O primeiro grupo que encontramos, ainda, estava dormindo. Ao nos aproximarmos um despertou assustado, apesar de sua aparência de adulto, parecia uma criança ao perceber que queríamos ajudar.Lhe oferecemos um lanche e o café, separamos para os seus amigos que, ainda, dormiam, e enquanto ele comia nos disse uma frase que confirmou nossa decisão pelo SIMPLES café:
"É muito bom ganhar um cafezinho quentinho, sempre tem alguém que nos ajuda com comida, mas, café é bem difícil de ter, está muito bom!"
E, eu lhe disse:
"Que bom que gostou! Foi a minha mãe que fez, vou agradecer a ela."
E, ele:
"Hum! Fala para ela muito obrigado, de coração!"
Este foi o princípio de nosso trabalho naquele dia, encontramos muitos outros, encontramos pessoas que olhavam sem saber o porque fazíamos aquilo, outras que nos repreendiam com gestos de insatisfação e outras que simplesmente passavam...Porém, por meio da simples alegria daquele jovem, nosso dia já estava completo!Muitas pessoas nos dizem, "Não tem que dar o peixe, ensine a pescar!", mas, podemos te afirmar que Deus nos diz outra coisa, "se aprendeu a pescar, venha pescar comigo e distribuímos os peixes aos que não tem, Eu te garanto a fartura!"
"... porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber [...] 'Em verdade Eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." (Mateus 25, 35.40)
Além disso, percebi que mesmo não nos acompanhando, levamos nossas famílias em nossos atos, minha mãe fez o café, a mãe de outra ensinou a fazer os lanches, a de outra ajuda com dinheiro, e o mais importante, nossas famílias nos ensinaram a amar a Deus e ao nosso próximo, por isso hoje somos capazes de formar uma corrente do bem.Porque, o que se aprende se ensina!
Boa semana a todos!



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Nosso 1º Workshop de Formação Pessoal!

No dia 31 de janeiro, realizamos nosso 1º Workshop de Formação Pessoal:


Foi uma tarde de formação, com um grupo bem animado e disposto!

Atividades posturais com a Fisioterapeuta Karla Lopes.

E, nós!

Raquel Nunes, Annaí Losnak e Karla Lopes.


domingo, 14 de dezembro de 2014

A escolha de Brittany...

Brittany Maynard é uma moça de 29 anos que foi diagnosticada logo após o seu casamento com um tumor muito grave no cérebro.
Ela anunciou então que optou por morrer no dia primeiro de novembro, valendo-se da lei que permite o suicídio assistido no estado americano do Oregon.
Um vídeo que ela produziu com a ajuda da organização Compassion and Choices (“Compaixão e Escolhas”),
principal promotora do suicídio assistido nos EUA,
foi um sucesso de audiência no YouTube.

Denis Strangman, um australiano cuja esposa morreu de uma doença similar, escreveu uma carta aberta para ela, que reproduzimos abaixo:



Denis Strangman, australiano cuja esposa faleceu com o mesmo tumor de Brittany. Tornou-se um ativista e foi Diretor da Aliança Internacional do Tumor Cerebral, entidade que presta assistência aos pacientes com essa doença e a seus familiares
Eu sinto um grande pesar ao ler que você está com um tumor cerebral e, especialmente, ao ler que você planeja se suicidar. Embora vivamos em continentes separados por milhares de quilômetros e pertençamos a gerações diferentes, eu me solidarizo com sua situação, mas não com seus planos. Fico feliz que você mesma tenha dito que está aberta para a possibilidade de tomar outro rumo. Sinceramente, tenho esperança de que você ainda irá discretamente voltar atrás, optando pela vida. Não se sinta pressionada a cumprir um prazo provavelmente estabelecido pela “Compassion and Choices” ou outros promotores do suicídio assistido.


Anúncio da entidade que promove o “suicídio assistido” nos Estados Unidos, chamada Compassion and Choices(“Compaixão e Escolhas”). Em segundo plano, está escrito: “Faça o seu planejamento”. Em primeiro plano: “Decida o que você quer. Diga àqueles a quem você ama. Comece hoje mesmo. Nós podemos ajudar.”
Você diz que seu público alvo é a Geração Y (aqueles que nasceram na década de 80). Creio que nenhum título que inventaram para a minha geração, a dos septuagenários, tenha ganhado notoriedade, mas eu e você compartilhamos a mesma humanidade, e gostaria de lhe falar sobre minha própria experiência com tumores cerebrais. Veja, temos algo em comum: estas palavras terríveis, “glioblastoma multiforme”, o mais letal dos tumores cerebrais primários malignos. Há alguns anos atrás eu perdi minha esposa Marg, com 55 anos, para esse mesmo tipo de tumor cerebral.


Família Strangman em 2001 Marg aceitou o diagnóstico e estava disposta a tentar qualquer tratamento razoável.

 Como você, ela enfrentou os efeitos adversos do Decadron: um grande ganho de peso e a perda do cabelo. Ela encontrava forças na esperança de uma recuperação, enquanto eu e ela compartilhávamos a convicção de que ela estaria caminhando para um lugar melhor. De fato, ela faleceu logo depois, apenas 11 meses após o diagnóstico, deixando a mim e aos nossos cinco filhos.

Sr. Strangman em uma conferência no Canadá. 

Depois disso, passei a defender a causa dos pacientes com tumor e de seus familiares, tendo ajudado a estabelecer a Aliança Internacional do Tumor Cerebral, da qual fui o diretor de 2005 até o início deste ano. Coordenamos e damos suporte a outros grupos ao redor do mundo dedicados à mesma causa. Durante esses nove anos em que estive exercendo esse cargo, viajei frequentemente para a Ásia, América do Norte, Europa, e até mesmo África, com a finalidade de prestar assistência aos pacientes e aos seus familiares.
Por volta de duzentas mil pessoas desenvolvem tumor cerebral todo ano. Ao contrário de você e de minha esposa, a maioria está totalmente desinformada das características de sua doença por causa da situação desesperadamente inadequada dos sistemas de saúde dos países onde vivem. Alguns deles não tem outra escolha a não ser passar os seus últimos dias em um centro de saúde local lamentavelmente despreparado.
Nós, que vivemos nos países desenvolvidos, temos grandes chances de receber um diagnóstico correto e o melhor tratamento disponível. Infelizmente, só houve um grande avanço no tratamento desse tipo específico de tumor nos últimos 30 anos. Foi o desenvolvimento do chamado “protocolo Stupp” que preconiza o uso combinado de radiação e do remédio temozolomide. Mesmo assim, apenas 26% dos pacientes tem alguma chance de se beneficiar do tratamento. Minha esposa foi a primeira a passar por esse tratamento em nossa cidade, mas não funcionou.
Viajando pelo mundo participei das conferências científicas mais importantes onde os pesquisadores explicam suas pesquisas — em Edimburgo, Berlim, Yokohama, Washington, Chicago, São Francisco etc. Não tenho credenciais médicas, mas aprendi nessas conferências e nas muitas revistas especializadas que literalmente centenas de pesquisadores ao redor do mundo estão trabalhando para encontrar uma cura para esta doença. Encontrei muitos dos investigadores dedicados a este tema. Muitos grupos de pesquisa e empresas estão buscando novas terapias para os que sofrem desse tipo de tumor. Ficaria contente de poder falar pessoalmente com você sobre esse assunto, se você desejar.


Denis Strangman e uma paciente com tumor cerebral. No cartaz está escrito: “Você tem que passar pela tempestade para chegar no arco-íris”

Ao encontrar e falar com pacientes com tumor cerebral, descobri que uma característica marcante deles é o seu apego à esperança. Muitos encontram forças na esperança de que um grande avanço está próximo e de que serão os primeiros a se beneficiar dele. É legítimo da parte deles, tendo em conta os rápidos desenvolvimentos no entendimento sobre a genética dos tumores cerebrais.
Outros encontram apoio para sua esperança na sobrevida de muitos afortunados aos quais havia sido dado um prognóstico pouco favorável, como foi o seu e o de minha esposa, mas que apesar disso sobrevivem por anos. Encontrei um bom número deles na América do Norte e na Europa. Eles não sabem por que são os poucos sortudos, mas eles aproveitam intensamente os dias que lhes restam. Alguns pesquisadores, ao tentar entender as características comuns desses pacientes, descobriram, por exemplo, que pessoas com uma idade próxima a sua, 29 anos, tem uma maior chance de sobreviver por mais tempo e uma capacidade maior de responder aos tratamentos médicos. Espero que já lhe tenham informado sobre isso.
Ainda há outros que vivem na esperança de que, mesmo não respondendo bem aos tratamentos, terão a chance de se conciliar com a vida nas semanas finais — que, por exemplo, amarão muito e serão muito amados, dirão palavras por longo tempo guardadas às pessoas queridas, e que trarão paz para si e para os que os cercam. Pude constatar que, com a ajuda de auxílio médico adequado, é possível aproveitar estes últimos momentos.
Perturba-me pensar que você talvez não tenha levado em conta o efeito que o seu exemplo e palavras podem ter sobre as dezenas de milhares de companheiros com a mesma doença que nutrem essas esperanças. Penso que nenhum de nós tem o direito de lhes tirar essa esperança. Se sua história não lhes fizer sentir que deveriam tomar uma decisão semelhante a sua de se suicidar, ela pode certamente fazer com que se preocupem com o fato desta ideia estar se instalando mais firmemente na mente dos seus amigos, parentes e da própria sociedade — incluindo os jovens e saudáveis representantes da geração Y que já tem uma grande dificuldade para lidar com realidades como a doença e a deficiência.
Preciso lhe dizer com toda a sinceridade que, nos fóruns de discussão online só para pacientes, todos manifestam solidariedade e oram por você, mas não estão de acordo com a sua atitude. A pressão para aprovar o suicídio assistido como uma solução para pacientes como eles não atenua o seu sofrimento, mas o agrava.
Certamente, ainda não é tarde demais para que você tome um outro rumo. Eu respeitosamente lhe peço que considere essa possibilidade, por você e pelos seus companheiros ao redor do mundo que estão sofrendo o mesmo drama e que optaram por viver com esperança em seus corações.


Obs.: Brittany Maynard faleceu em 01/11/2014.
(Texto publicado em 24/10/2014 na revista eletrônica Mercatornet)

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A cada nova notícia que vejo contra a vida humana, tenho mais certeza de que nosso real chamado é ir contra esta corrente, que tira as esperanças com mensagens enganosas e com promessas de conforto.A carta de Denis Strangman não foi o suficiente para mudar a opinião de Brittany Maynard, e não cabe a ninguém julgá-la, mas, com toda certeza suas palavras foram uma injeção de esperança e fé para aqueles que aqui permanecem lutando. Além, de lhes confirmar que não estão sozinhos. 
#razõesparaacreditar 
"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração."Romanos 12:12

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domingo, 23 de novembro de 2014

Quando uma mulher sabe amar...


Em uma época na qual se defende a ideia de que liberdade é poder fazer o que se quer; numa sociedade cada vez mais individualista e confusa diante dos reais valores da vida, surge um grande desafio aos cristãos: ser sinal de contradição para este mundo.

Neste contexto, o testemunho de Chiara Corbella deixa muitos impressionados. Chiara é, como se costuma dizer, da “geração João Paulo II”, uma mulher cheia de vida, alegre e jovem. Conheceu o seu marido, Enrico Petrillo, em Medugorje e, antes de se casarem, em 2008, fizeram um caminho de namoro acompanhados por frades da cidade de Assis.

O segundo filho do casal, Davide, ainda no início da gestação, foi diagnosticado com uma deficiência: ele não possuía as pernas e tinha má-formação visceral. Como na vez anterior, contra a expectativa de muitos, os pais decidiram prosseguir. Ambos os filhos, Maria e Davide, chegaram a nascer e, mesmo vivendo poucos minutos, foram acompanhados pelos pais até o último minuto.

Chiara engravidou novamente, desta vez era Francesco. Os exames mostravam que o menino era saudável, para a alegria do casal. Porém, no quinto mês de gravidez, Chiara descobriu uma lesão na língua e logo na primeira cirurgia os médicos diagnosticaram que se tratava de umcâncer. Ela tinha duas opções: seguir com a gravidez ou interrompê-la por causa do tratamento do câncer. A escolha de Chiara foi pela vida de seu filho, ato este que colocou em risco sua própria vida. Foi somente após o parto que Chiara pôde dar início ao tratamento com quimioterapia e radioterapia, que ela enfrentou com muita serenidade e irresoluta confiança na Providência.

Diante de cada uma das suas lutas, Chiara sempre reagiu aceitando-as como provações que Deus lhe concedeu viver. Foi então que, no dia 13 de junho de 2012, Chiara não resistiu e veio a falecer. Hoje, o pai Enrico cuida do filho Francesco e testemunha, por onde passa, a alegria de ter lutado pela vida de seus filhos, e também a coragem e fé que sua esposa teve durante sua caminhada neste mundo.
A história de Chiara nos mostra que podemos nos opor à massiva ideologia que despreza vidas indefesas em ventres maternos por tantos e quaisquer motivos. A capacidade e coragem de dizer “sim” à vida, mesmo em momentos de tribulação, é intrínseca nos cristãos.
FONTE

Logo em sua primeira gravidez, ela teve uma surpresa ao fazer a ultrassonografia e descobrir que sua filha, Maria, foi diagnosticada com anencefalia. O casal decidiu seguir a gravidez até o fim, o que já foi uma surpresa para muitos. Trinta minutos depois de nascer, Maria veio a falecer.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Somos esposos e queremos lhe contar nossa história.

Ele queria fazer sexo e ela queria esperar até o casamento.


Decidimos compartilhar nossa história com vocês, com o objetivo de motivá-los no difícil caminho da castidade com a convicção – e com nosso testemunho – de que este é o rumo certo para encontrar o verdadeiro amor em suas vidas.


Esposo:

Sou alemão e conheci minha esposa na Espanha há mais de 6 anos. Minha vida, antes de conhecê-la, era como a da maioria dos jovens da minha idade e do meu país, onde é completamente normal levar garotas para a casa dos pais (quando ainda se mora com eles) para passar a noite ou o final de semana.

Meus pais montaram um quarto para mim no porão, para que eu tivesse privacidade total e comodidade suficiente para convidar amigos e amigas quando quisesse.

Tive minha primeira namorada aos 16 anos. Fazia sexo regularmente com ela, como quase todos os garotos da minha idade. Não fazer seria algo estranho, anormal. Nunca me questionei sobre as consequências de fazer sexo ou não no namoro. Era algo simplesmente “normal”.

Aos 25 anos, fui morar com uma garota pouco tempo após conhecê-la, e a convivência fez com que tudo acabasse em apenas 6 meses. Depois dessa experiência, ficou claro para mim que, sem amor verdadeiro, não é possível lidar com as diferenças.

Nunca tive relacionamentos muito longos. Sempre estava insatisfeito, até que conheci minha atual esposa, quando eu tinha 26 anos. Estudávamos juntos e sua alegria chamava minha atenção.

Ela parecia sempre feliz e eu gostava de ver como ela dançava, como sorria. Estávamos em salas diferentes e, naquele então, eu não falava espanhol, então, não entendia o significado do apelido que lhe tinham dado. Seus amigos a chamavam de “freirinha”, então eu também a chamava assim, sem imaginar que ela era realmente uma pessoa de fé.

Começamos a sair e, pouco tempo depois, eu lhe propus o namoro, e então ela me disse que acreditava na virgindade e que, se começássemos um relacionamento formal, não haveria nada de sexo entre nós. Ao ouvir isso, fiquei em choque por alguns instantes, não entendia o que ela estava me dizendo, mas sabia que ela era uma pessoa especial e, com isso, fiquei ainda mais apaixonado. Eu disse que iria respeitá-la e, como bom alemão, cumpri minha palavra!
Seis meses depois, conversamos sobre casamento e, com 10 meses de namoro, ficamos noivos; com um ano de namoro, nós nos casamos pelo civil e, com 15 meses, pela Igreja. Eu sabia que não voltaria a encontrar uma mulher assim e não poderia deixá-la partir, já que nossas nacionalidades eram diferentes.

Mas, nesses 15 meses, também percorri um caminho de fé. Pude conhecer Deus, entender quão presente Ele estava na minha vida, quanto precisava dele, e comecei a conhecer-me melhor também, a questionar-me sobre o que realmente queria na vida. Este processo continuou e, há dois anos e meio, tornei-me católico, porque antes era luterano.

Esposa:

Nasci no Peru. Eu era uma garota como qualquer outra. Aos 15 anos, comecei a fazer trabalho voluntário com crianças em bairros pobres e foi assim que comecei a viver uma vida de fé. Pouco tempo depois, tive inquietude vocacional e, para a surpresa da minha família e amigos, após terminar meus estudos universitários, fui fazer uma experiência em uma comunidade religiosa.

Após alguns anos e, em discernimento com minhas conselheiras espirituais, descobri que minha vocação não era a vida consagrada, e que Deus havia me escolhido para uma vida fascinante no casamento.

Aos 30 anos, viajei para a Espanha para fazer mestrado e foi lá que conheci meu esposo. Quando começamos a sair, eu tinha muitas dúvidas; não sabia se nosso relacionamento ia funcionar, porque ele era europeu, éramos de religiões diferentes e, além de tudo, ele era mais novo que eu.

Lembro-me que, quando ele me propôs um relacionamento formal, criei coragem e lhe disse que, se continuássemos juntos, não teríamos relações sexuais, para que nenhum mel adoçasse nosso namoro e, assim, pudéssemos vê-lo tal como ele é. Ele abriu arregalou tanto os olhos, que pensei que tudo ia acabar ali mesmo! No entanto, ele me disse que me respeitaria e que não tentaria me seduzir.

Quando nossos amigos ficaram sabendo da minha opção pela virgindade, ficaram me dizendo que “era importante conhecê-lo no âmbito sexual”, que eu precisaria saber “se ele era generoso ou não”, mas eu respondi: “Existe maior prova de generosidade do que renunciar a fazer sexo, quando, para ele, isso seria o normal?”.

Nas viagens em grupo, eu tentava montar quartos separados para homens e mulheres, mas meus amigos não deixavam, pois queriam dormir em casais. No entanto, eram pessoas maduras e não riam das minhas propostas.
Nem sempre foi fácil manter os limites. Havíamos feito uma opção, mas mesmo assim havia momentos de luta, especialmente porque estávamos muito apaixonados!
Ser firmes não era fácil, havia momentos de fragilidade, mais ainda na época do noivado, quando já tínhamos certeza de que íamos nos casar. Mas, graças a Deus, que sempre nos acompanha de muitas formas, pudemos superar esses momentos de fraqueza e esperar até o casamento no religioso.

Ele me dizia que o que havia entre nós era realmente divino. Porém, mais que suas palavras, o respeito que ele me mostrava, e como ele mesmo me afastava das situações que nos colocavam em risco, me faziam apaixonar-me cada vez mais por ele.

Família:

O tempo de namoro foi como um treinamento de respeito, amor, domínio pessoal, e tudo isso floresceu agora em frutos de fidelidade, amor e respeito. Agora somos mais que felizes, temos mais de 5 anos de casados e 2 filhos lindos.

Se estamos contando nossa história para vocês, é para motivá-los a viver esta aventura da castidade, uma aventura contra a corrente que certamente é exigente, mas que, com o tempo, traz muitíssimas recompensas no âmbito pessoal, de casal e de família.

Um último conselho para todos: antes de buscar desesperadamente o amor em outros, é muito importante conhecer e amar primeiramente a nós mesmos. Só assim vamos ter claro o que queremos, o que buscamos, de que precisamos e, dessa forma, encontraremos o amor verdadeiro.


(Artigo publicado originalmente por La Opción V)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Que tal falar com uma sobrevivente da prática desumana do aborto?




Este é o testemunho de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto. Se você é a favor desta prática, leia essa história e pergunte a sí mesmo se teria coragem de manter a convicção abortista diante desta mulher.
Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto.
A minha mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém a cada dia da minha vida eu carrego as consequências da sua escolha.
A minha mãe biológica estava grávida de sete meses e meio quando decidiu abortar-me. Não sei porque é que ela tomou essa decisão. Estavamos em 1977. Ela e o meu pai biológico tinham 17 anos na altura e não estavam casados. Ela decidiu me abortar numa clinica de Los Angeles e realizou um aborto salino. Uma solução com sal é injetada no ventre materno de modo que o bebê possa ingerir o líquido salino, queimado-o por dentro e por fora. Nesse tipo de aborto o bebê é expelido morto em 24 horas, mas eu sobrevivi.
O aborcionista não estava de serviço quando eu vim ao mundo porque se isso tivesse acontecido, ele teria me estrangulado, algo que era considerado perfeitamente legal até 2002.
A unica pessoa preocupada comigo foi a enfermeira. Ela chamou uma ambulância e fui transportada para o hospital. Fui colocada numa incubadora. Não se esperava que eu sobrevivesse.
Porém sobrevivi.
Devido a ausência de oxigênio por 18 horas e o fato de ter sido queimada viva no ventre da minha mãe, fiquei com sérios problemas. Não conseguia me mover e os médicos afirmavam que eu iria viver num estado vegetativo para o resto da vida.
A minha mãe adotiva - Penny - decidiu que não obstante aquilo que os médicos afirmavam, ela tentaria recuperar-me.
Com 3 anos e meio comecei a conseguir a andar. Foi quando a filha de Penny me adoptou.
Tenho 28 anos e trabalho com musica em Nashville, Tennesse. Ainda coxeio e por vezes caio, mas mesmo assim já participei de uma maratona e irei participar novamente em outra em Londres, para jovens deficientes.
A minha mãe adotiva falou-me do meu passado.
Sempre senti que havia algo que faltava contar. Perguntava-lhe muitas vezes porque tinha problemas e ela respondia-me que eu havia nascido prematura.
Aos 12 anos perguntei-lhe de novo e ela disse-me o que havia acontecido. Eu respondi que tinha este problema devido a um fato interessante. A minha mãe adotiva disse-me que eu em vez de ficar amargurada deveria alegrar-me por ter sobrevivido.
Quando eu tinha 17 anos a minha mãe adotiva encontrou-se com a minha mãe biológica e disse-lhe que eu a perdoava. Sou cristã. Acredito que a revolta nos pode consumir a vida.
A minha mãe adotiva amou-me tanto que eu não sinto necessidade de me encontrar com a minha mãe biológica.
Não sei muito do que se passou no encontro entre elas. Só sei que a minha mãe biológica não pediu perdão e fez outro aborto depois do meu.
Comecei a falar contra o aborto quando tinha 14 anos e na terça feira falarei na camara dos comuns.
Eu penso que é importante mostrar o que aconteceu comigo não só para mostrar a verdade do aborto mas também para mostrar as potencialidades que cada um de nós tem dentro de si.
Não creio que o assassinato seja um direito. Sou completamente contra o aborto, em qualquer circunstância, mesmo em casos de violação.
Embora a violação seja um crime horroroso não deve ser a criança a pagar por esse crime. De fato encontrei-me com pessoas produto de violações e elas estão gratas por estar vivas.
Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos?
Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos serem violados no dia em que fui queimada viva.
Todos os dias agradeço a Deus.
Não me considero um monte de celulas nem nenhum dos nomes que se costumam dar ao que a mulher carrega no seu ventre.
Hoje um bebê é um bebê quando isso convém.
Mas quando não convém, quando não chega no momento certo, é chamado de um monte de células.
Um bebê é chamado de bebê quando um aborto não provocado ocorre aos 2 ,3 ou 4 meses.
Um bebê é chamado de monte de células quando um aborto ocorre aos 2, 3 , ou 4 meses.
Eu não vejo diferença entre os 2.
Acredito que sou prova viva de que o aborto é o assassinato de um ser humano.
A minha mãe biologica hà 28 anos atras estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém em cada dia da minha vida eu carrego as consequências da sua escolha.
Embora eu nada tenha contra ela, acho importante as pessoas refletirem antes de tomarem determinadas decisões.

"Se o aborto é um direito das mulheres, quais são os meus direitos? Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos estarem sendo violados no dia em que a minha mãe me abortou."









PARTE I

PARTE II